Vem com a gente!
Mostrando postagens com marcador Samuel Martins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Samuel Martins. Mostrar todas as postagens
Perdi-me em uma esquina sem nome.

Perdi-me nas lacunas nebulosas da vida.

Perdi-me enquanto procurava algo dentro de mim.

Perdi-me nos retalhos mal costurados da vida,

que antes, achei que não existiam.




Perdi-me nas brumas frias do inverno,

nas esperanças foucaultianas.

Perdi-me no emaranhado de sonhos lúcidos.



Perdi-me em busca de demônios,

encruzilhando todos os lampejos vivenciais.

Perdi-me tentando ser alguém que gostasse.

Perdi-me amando demais.



Perdi o teu vestido.

Sentando, em acalento, ele repousava.

O sol sorria e esbracejava:

- Ego imposto, ego reposto!


Tu, no banco, olhavas-me

ladeada de ilusão.

No pó do chão, 

amor e ódio.

No pó do chão,

o cansaço.



Com melodia lírica,

perdeu teu contato no meu,

esqueceu teu corpo no meu.

Deteriorou teu sentimento no meu.



Esperava de mim, uma fuga.

Dei-te confusão.



Perdi-te.

Perdi-te para a paixão desenfreada.

Perdi-te para a ânsia atroz.

Perdi-te flutuando,

em uma caravela destoada.



Perdi-me na esquina sem nome.

Encontrei-me dias depois,

ancorado no mar.